O marketing para cooperativas deve ser estruturado com base em princípios que garantam autenticidade, eficiência e alinhamento com os valores do cooperativismo.
Diferente de empresas convencionais, cooperativas precisam adotar abordagens estratégicas que fortaleçam o relacionamento com seus cooperados e reforcem seu papel social e econômico.
Entenda as principais leis do marketing para cooperativas a partir de conceitos fundamentais, estratégias aplicáveis e dados que comprovam sua importância no contexto atual.
O que são as leis do marketing para cooperativas?
As leis do marketing para cooperativas são um conjunto de diretrizes estratégicas que orientam a forma como as cooperativas devem promover seus serviços, engajar seus cooperados e fortalecer sua marca no mercado.
Essas leis diferem das estratégias tradicionais de marketing porque levam em consideração os princípios do cooperativismo, como transparência, participação democrática, propósito coletivo e benefício mútuo.
Enquanto empresas convencionais focam no crescimento financeiro e na captação de clientes, as cooperativas precisam equilibrar esse crescimento com o fortalecimento da comunidade e o impacto social.
Isso exige um marketing que seja mais educacional, participativo e baseado em relações de longo prazo, em vez de apenas conversões imediatas.
Dessa forma, essas leis guiam as cooperativas a adotarem um marketing mais humanizado, digitalizado e eficiente, sem perder a essência do cooperativismo.
Elas incluem aspectos como transparência, fortalecimento do propósito, digitalização, marketing baseado em dados e a construção de comunidade, que serão detalhados nos próximos tópicos.
Quais são os princípios do cooperativismo?
Os cooperativismo tem 7 princípios que são:
- adesão voluntária e livre;
- gestão democrática pelos associados;
- participação econômica dos associados;
- autonomia e independência;
- educação, formação e informação;
- intercooperação;
- compromisso com a comunidade.
Com base nesses princípios, as leis do marketing para cooperativas são as seguintes.

1. Autenticidade e transparência
A base do marketing cooperativo é a confiança. Cooperativas devem se comunicar de forma transparente, sem exageros ou promessas que não podem cumprir.
Dados da Edelman Trust Barometer indicam que 67% dos consumidores confiam mais em marcas que são transparentes sobre suas práticas empresariais.
Boas Práticas:
- Criar campanhas de marketing que destaquem a missão e os valores da cooperativa.
- Evitar mensagens exageradas e que possam ser vistas como enganosas.
- Divulgar relatórios de impacto para demonstrar como a cooperativa contribui para seus cooperados e comunidade.
Veja também: O guia completo de marketing para cooperativas
2. Foco no cooperado
Diferente de empresas tradicionais, cujo foco principal é o lucro, cooperativas existem para beneficiar seus membros. O marketing deve ser voltado para as necessidades e interesses dos cooperados.
Boas práticas:
- Personalização da comunicação: estudos da PwC mostram que 73% dos consumidores esperam experiências personalizadas.
- Uso de dados internos para segmentar cooperados e criar conteúdos direcionados.
- Criação de eventos e programas de fidelidade exclusivos para membros.
3. Fortalecimento do propósito
O propósito de uma cooperativa vai além do mercado e se estende à comunidade. Dados da Accenture indicam que 64% dos consumidores preferem marcas que demonstram um impacto social positivo.
Boas práticas:
- Criar narrativas autênticas sobre o impacto da cooperativa na vida dos cooperados.
- Investir em ações sociais e sustentáveis e promovê-las no marketing.
- Engajar cooperados em campanhas colaborativas e participativas.
4. Educação contínua
Educar o público sobre os benefícios do cooperativismo fortalece a adesão e o engajamento. Um estudo do Instituto de Economia Cooperativa aponta que para cada R$ 1 investido em educação cooperativa, há um retorno significativo em engajamento e retenção de cooperados.
Boas práticas:
- Criar blogs, podcasts e vídeos educativos sobre o cooperativismo.
- Promover workshops e palestras para novos e antigos cooperados.
- Manter uma comunicação clara e informativa nos canais digitais da cooperativa.
5. Digitalização e inovação
A transformação digital é uma realidade que as cooperativas precisam abraçar. Segundo a Statista, 77% dos consumidores pesquisam online antes de tomar uma decisão de compra.
Boas práticas:
- Implementação de um site bem estruturado e otimizado para SEO.
- Uso de automação de marketing para engajamento e retenção.
- Investimento em redes sociais e plataformas de interação com os cooperados.
6. Marketing baseado em dados
O uso de dados é essencial para tomar decisões estratégicas mais assertivas. Segundo a Forbes, empresas que utilizam análise de dados em sua estratégia de marketing aumentam em até 23% sua eficiência.
Boas práticas:
- Monitorar métricas de engajamento, retenção e crescimento.
- Implementar ferramentas de análise de comportamento dos cooperados.
- Usar testes A/B para otimizar campanhas de marketing.
Veja também: Análise de dados para melhorar suas campanhas de marketing no agronegócio
7. Construção de comunidade
O cooperativismo depende do senso de comunidade. Segundo um relatório da Nielsen, empresas que investem em estratégias de engajamento comunitário têm um aumento de 50% na lealdade do cliente.
Boas práticas:
- Criar espaços de interação online, como fóruns e grupos.
- Organizar eventos e encontros presenciais e virtuais.
- Incentivar a participação ativa dos cooperados nas decisões e campanhas.
Por que obedecer as leis do marketing para cooperativas?
As leis do marketing para cooperativas são fundamentais para garantir um crescimento sustentável e alinhado com os valores do cooperativismo.
Aplicando autenticidade, transparência, inovação e um foco centrado no cooperado, as cooperativas podem fortalecer sua presença no mercado e criar um impacto positivo em sua comunidade.
O futuro do marketing cooperativo está na combinação de tecnologia, engajamento e propósito.Para ficar por dentro de tudo que mais importa sobre o tema acompanhe o blog da Macfor e assine a newsletter BRING ME DATA – Rotação de Culturas.